PROVÍNCIA NOSSA SENHORA CONQUISTADORA
 
Após muitos pedidos feitos pelos imigrantes italianos da Quarta Colônia, os palotinos chegaram ao Brasil em 24 de julho de 1886. Chamavam-se Guilherme Whitmee, José Bannin, Jacó Pfändler e Francisco Xavier Schuster.
No dia 29 de julho de 1886, Whitmee, Bannin e outros doze homens de Vale Vêneto assinaram um contrato, no qual estabeleciam os direitos e deveres dos padres para com a comunidade e também os da comunidade em relação a eles. Vale Vêneto tornava-se, assim, o berço dos Palotinos no Brasil, originando-se ali as primeiras vocações brasileiras. Uma comunidade predestinada a ser luz e fermento para fazer acontecer o Reino de Deus.
Fácil de ser pastoreada, podendo os padres dedicarem-se a atender os colonos em todas as necessidades. Mas essa situação só perdurou até o bispo de Porto Alegre convidar os padres para também atenderem outras colônias próximas: Colônia Santo Ângelo (Agudo), Tabuão de Cachoeira (Paraíso do Sul), Rincão do Vacacaí, Cortado, Formoso, Restinga Seca, Arroio do Só, São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Nova Palma, Núcleo Norte (hoje Ivorá) entre outros. Os Palotinos estavam gradativamente fixando-se no Brasil.
No dia 24 de janeiro de 1887, o bispo autorizou a construção da igreja matriz de Vale Vêneto.O trabalho pastoral prosperava e, em 23 de dezembro de 1907, Vale Vêneto recebeu a visita do bispo João Antônio Pimenta.  Muito a propósito, o bispo colocou em relevo o trabalho dos colonos de Vale Vêneto. Foram eles os grandes responsáveis pela vinda dos padres e pela construção de igrejas e capelas, escolas e seminário.
Se os Palotinos estimularam o empenho dos leigos pela causa do Reino de Deus, foi porque tinham um fundador – VICENTE PALLOTTI – que sempre lhes ensinou essa doutrina, e uma padroeira que é mãe e mestra no apostolado, a Rainha dos Apóstolos.
 
 
MISSÃO: O SONHO DE UMA IGREJA VIVA
 
 
Em 1835, Pallotti iniciou a organização de sua grande obra, fundando a União do Apostolado Católico (UAC), continuada pelos Padres, Irmãs, Irmãos, Leigos e Leigas Palotinos como animadores de todos os que querem se colocar a serviço do Evangelho como apóstolos de Jesus Cristo. Pallotti declarava que a obra por ele iniciada era algo que vinha de Deus, julgando-se ele indigno de tal graça, considerando-se até mesmo um obstáculo para tal obra devido aos seus pecados.
Vicente Pallotti pedia a Deus que enquanto vivesse e também após a sua morte sua obra continuasse, fosse abençoada e seus companheiros nela se empenhassem com todas as forças.
Assim, cada um, segundo suas capacidades, segundo seus dons, sua condição de vida, seria “obrigado” ou, dizendo de outra forma, teria o direito e o dever de ser apóstolo, evangelizador. “Não importa o que se faz”, dizia Pallotti, “mas o espírito com que se faz, a disposição interior com que se faz aquilo que nos é confiado”. Por menor que seja o serviço que cada um presta à comunidade, se feito com espírito de caridade a recompensa será grande. O que Pallotti sempre quis com a sua Fundação foi ser um instrumento para, seguindo o exemplo de Cristo Apóstolo do Pai, colaborar na construção do Reino.
Essa é a missão que ele nos confiou para que levemos adiante enquanto Família Palotina.
E é isso que queremos continuar, fazendo cada vez com mais dedicação, especialmente com nosso testemunho de serviço, de caridade e de unidade. O mundo, hoje, não precisa de muitas palavras, mas do testemunho e das ações concretas dos cristãos.
A Igreja é, por natureza, missionária. São Vicente Pallotti entendeu perfeitamente isso e procurou despertar em todos tal consciência. Vamos também nós continuar a ser sempre mais testemunhas de Cristo vivo e ressuscitado, especialmente para as multidões famintas, marginalizadas e empobrecidas de nossa sociedade.
A Comunidade Palotina continua a levar adiante o ideal de Pallotti, hoje presente nos cinco continentes.
 
 
O BRASIL E OS PALOTINOS
 
 
O Rio Grande do Sul ficou pequeno dadas as inquietudes missionárias da jovem Província Nossa Senhora Conquistadora. Por isso, em 1954, com ousadia e coragem, os Palotinos partiram para os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.
A missão foi de muito trabalho e desafios. Tudo era difícil, e as precariedades eram muitas. A locomoção e o transporte eram um constante pesadelo. As raízes foram plantadas em terra firme, e as comunidades existentes e as novas colonizações tiveram nos Palotinos a referência cristã, o apoio cultural e o incentivo à sedimentação da construção social.
No oeste paranaense, o município de Palotina recebeu esse nome em homenagem a São Vicente Pallotti. Passados alguns anos, novos desafios e clamores surgiram e, por isso, o Estado do Amazonas foi contemplado com a presença dos Palotinos. Foi em 1974 que o barco tornou-se o grande meio para levar a Boa-Nova no norte do Brasil.
Em 1982, os Palotinos entram no Estado de Rondônia.
Atualmente, no Brasil, há seguinte organização: Província Nossa Senhora Conquistadora com sede em Santa Maria (RS), Província São Paulo Apóstolo com sede em São Paulo (SP),
Região Mãe da Misericórdia com sede no Rio de Janeiro (RJ). Também, as Irmãs Palotinas: Província Nossa Senhora Aparecida com sede em Porto Alegre (RS), Província São Vicente Pallotti com sede em São Paulo (SP) e as Irmãs Missionárias Palotinas, no Maranhão. Da Província Nossa Senhora Conquistadora há membros que atuam na Argentina, nos EUA e estudantes em Roma, em Moçambique, África.
 
OS PALOTINOS NO MUNDO ATUAL
 
 
No “Apelo ao povo”, Pallotti manifesta seu desejo de que o Evangelho chegue a todos os povos da terra. Para que isso aconteça, ele diz que todos têm o dever e o direito de ser apóstolos, anunciando a boa notícia de Jesus Cristo. Ao fundar a União do Apostolado Católico, sob a proteção da Rainha dos Apóstolos, colocou nela o carisma do apostolado universal. Por isso, entende que todo o batizado é um missionário com todas as possibilidades de fazer com o que o Reino de Deus aconteça.
A UAC, obra fundada por Pallotti, está presente em todos os continentes. No Brasil, os primeiros missionários Palotinos vieram da Europa. Os frutos do seu trabalho evangelizador estão presentes nas comunidades cristãs, pois muitas vocações surgiram e muitas comunidades foram fundadas.
 
 
 
A missão eclesial continua. O Espírito Santo conduziu os Palotinos brasileiros a Moçambique, na diocese de Inhambane, África.
 
 
Em Moçambique, os Palotinos ajudam a fazer a história, caminham com o povo e colaboram na construção da sociedade moçambicana. Sabe-se que os irmãos africanos são os que mais necessitam de ajuda, tanto material como espiritual. Para assistir espiritualmente os moçambicanos, foi enviada à África uma missão Palotina.
A alegria dos missionários é grande, pois são chamados a servir Jesus Cristo num lugar de muitas dificuldades e de sofrimentos, mas onde a esperança e a acolhida fazem a diferença. Lá chegaram em fevereiro de 1999 e continuam até hoje. Além disso, já foi construído seminário que acolhe dezenas de jovens vocacionados.