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Notícias

12/01/2026 - In Memoriam

Padre José Giuliani (1927-1996)

Pe. José Giuliani nasceu no atual município de Dona Francisca (RS), que à época pertencia a Cachoeira do Sul (RS), no dia 19 de março de 1927. Por ter nascido na festa de São José, seus pais deram-lhe o nome de José. Era o segundo dos treze filhos do casal Virgílio Giuliani e Etelvige Roggia Giuliani.

Dos cinco irmãos, três tornaram-se padres palotinos; entre as oito irmãs, três abraçaram a vida consagrada: duas na Congregação das Irmãs do Apostolado Católico (Palotinas) e uma na Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.

Formação

Pe. José ingressou no Seminário Menor Palotino de Vale Vêneto (RS) em março de 1940, onde concluiu o curso primário em 1941. De 1942 a 1946 realizou os estudos ginasiais. Desde cedo demonstrava grande apreço pela música e pelo canto.

Em 1947, seguiu para Augusto Pestana (RS), onde realizou o ano de noviciado, orientado pelos mestres Pe. Agostinho Michelotti, Pe. Benjamim Ragagnin, Pe. Sebastião Lovato e Pe. José Stefanello. Ao término do noviciado, foi para o Seminário Maior de São João do Polêsine (RS), onde, em 2 de fevereiro de 1949, emitiu sua profissão.

Apostolado

Pe. José iniciou seu ministério sacerdotal com grande ardor e dedicação, atuando em diversos municípios do Rio Grande do Sul.

Vale Vêneto (1955–1961)
Seu primeiro campo de trabalho foi a Paróquia de Vale Vêneto (RS). Atuou como coadjutor paroquial, supervisor e posteriormente diretor dos alunos do Pensionato São Luiz. Lecionou latim e canto no Seminário Menor Palotino e religião no Ginásio Nossa Senhora de Lourdes, das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Em 1961, exerceu brevemente o cargo de pároco, deixando-o para dedicar-se à pregação de missões populares.

Novo Treviso (1962–1966)
Em 1962, foi nomeado pároco de Faxinal do Soturno (RS), mas, por necessidade pastoral, foi enviado a Novo Treviso, onde residia o idoso Pe. Agostinho Rorato. Por delicadeza fraterna, Pe. José assumiu integralmente os trabalhos pastorais sem reivindicar o título de pároco. Reanimou associações paroquiais, reorganizou a economia da paróquia e cuidou com grande zelo do Pe. Agostinho até seu falecimento, em 1965.

Cruz Alta (1967–1973)
Em 1967, assumiu a Paróquia do Divino Espírito Santo, em Cruz Alta (RS). Destacou-se pela renovação litúrgica, especialmente pelo canto, pelo incentivo às vocações e pelo apoio aos seminários. Promoveu ações sociais, cursos profissionalizantes e melhorou a assistência religiosa e social em hospitais e instituições. Após a criação da Diocese de Cruz Alta, exerceu o cargo de cura da Catedral até 1973.

São Martinho (1974–1984)
Transferido para São Martinho (RS), deu continuidade ao seu método pastoral, implantou o dízimo, incentivou o ensino médio e atuou como professor. Celebrou, em 1978, o jubileu de prata da paróquia e, em 1979, promoveu as Santas Missões. Por motivos de saúde, deixou a paróquia em 1984.

Santa Maria e Cachoeira do Sul (1986–1996)
Desde jovem, Pe. José enfrentou problemas de saúde, especialmente diabetes, que lhe trouxe sérias limitações. Em 1986, assumiu a capelania do Hospital de Cachoeira do Sul (RS), mas, devido à perda progressiva da visão, transferiu-se em 1988 para Santa Maria (RS), integrando a comunidade do Patronato até seu falecimento.

Consumação

Os últimos anos de vida de Pe. José foram marcados por intenso sofrimento físico e espiritual. A diabetes, a insuficiência renal e a quase total cegueira reduziram drasticamente sua autonomia. Submeteu-se à hemodiálise a partir de 1990 e encontrou no rádio sua principal forma de contato com o mundo.

Mesmo diante da dor e da fragilidade, acolheu sua condição com fé, alegrando-se com as visitas e vivendo no silêncio. Seu falecimento ocorreu nos últimos minutos do dia 12 de janeiro de 1996.

Seu corpo foi trasladado para Vale Vêneto (RS), onde foi velado na Capela da Mãe Três Vezes Admirável e sepultado no novo cemitério dos Padres e Irmãos Palotinos. A missa exequial foi presidida por seu irmão, Pe. Arnaldo Giuliani.

Registra-se um profundo agradecimento aos familiares, médicos, enfermeiros e a todos que acompanharam Pe. José em seus momentos de sofrimento. À família Giuliani, que gerou tantas vocações, expressa-se especial gratidão. Que Pe. José Giuliani descanse em paz, junto de seu irmão Mateus Giuliani, na comunhão dos santos.