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Padre Alfredo Pozzer (1895-1972)
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Foi recebido em Santa Maria, na casa paroquial, pelo Pe. Caetano Pagliuca. Completou os estudos preliminares no Colégio São Luís. Depois, cursou o ginásio em São Leopoldo (1912-1916). Ali também estudou Filosofia e Teologia (1917- 1923). Interrompeu a Teologia em 1921 para fazer o Noviciado em Rocca Priora, na Província Italiana, juntamente com Jorge Zanchi e José Busato. Emitiu sua primeira profissão em 25 de maio de 1922; voltou da Europa no mês de junho do mesmo ano. Até dezembro de 1923 terminou os estudos em São Leopoldo, ordenando-se a 22 do mesmo mês, em Santa Maria, recebendo a ordem sagrada do então Bispo Dom Ático Eusébio da Rocha.
Seu primeiro campo de trabalho foi a Catedral de Santa Maria, servindo como coadjutor desde 1924 até 1929. Neste último ano também organizou o Patronato
A. Ramos, sendo seu primeiro diretor. De 1931 a 1934, dirigiu e organizou o Ginásio Cristo Redentor de Cruz Alta. Em 1934 assumiu a direção da paróquia da mesma cidade, permanecendo à testa da mesma até 1948. Durante este tempo construiu a grandiosa Matriz do Divino Espírito Santo, uma das melhores da região.
Celebrou lá seu jubileu de prata sacerdotal. Na ocasião, um dos oradores enfatizou que tal matriz um dia seria catedral. Após este mais longo reinado de 14 anos, desceu a serra e veio ser reitor do Seminário de Vale Vêneto, até 1952. Foi depois coadjutor em Nova Palma. Por dois anos foi capelão do Asilo Santo Antônio de Júlio de Castilhos e, ao mesmo tempo, do Hospital Ernestina Soares de Barros e cooperador da paróquia.
De 1958 a 1962 assumiu a direção do Ginásio Pio X, em Sobradinho. E desde esta data permaneceu em Dona Francisca, doente do coração. Ali mesmo dirigiu por um ano o novel ginásio da localidade. Em fins de fevereiro foi a Porto Alegre para consultar médico, mas antes de ir ao médico um ataque cardíaco o levou deste mundo. Já na viagem o Pe. Provincial dizia-lhe que morreria do coração. Ele respondeu-lhe que a morte podia vir quando quisesse que estava sempre pronto, há tempo.
Os funerais foram em sua terra natal, concelebrando na missa 29 confrades e mais Mons. Ernesto Botton. Foi enterrado em Vale Vêneto no cemitério da Província, ao lado dos confrades que já o antecederam na viagem para a eternidade. Faleceu no dia 02 de fevereiro, com 77 anos de idade e 47 de sacerdócio.
Por Pe. Claudino Magro, SAC